Fundo Stratus quer fazer dois IPOs na bolsa de valores brasileira ainda em 2020

O fundo de private equity Stratus planeja lançar o IPO de duas de suas empresas investidas, aproveitando as oportunidades de expansão de negócios no Brasil pós-pandemia do coronavírus. Uma das empresas é a BBM, especializada em logística rodoviária, que havia iniciado o processo de oferta pública em fevereiro, mas teve que interrompê-lo devido à instabilidade causada pela pandemia. A outra empresa é a Maestro, que gerencia frotas corporativas de veículos e já estava avançada em seu plano de IPO para este ano. Essas empresas oferecem código promocional betano hoje.

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Álvaro Gonçalves, fundador e CEO da Stratus, mencionou que essas operações provavelmente serão menores e terão um formato diferente, com mais ênfase na venda primária para injetar recursos nas empresas. Fundada em 1999, a Stratus se especializa em empresas de setores fragmentados da economia brasileira, buscando crescimento orgânico e via aquisições.

Gonçalves explicou que, como a BBM e a Maestro já são empresas de capital aberto e listadas no mercado de acesso Bovespa Mais, o processo de aprovação deve ser mais rápido do que para empresas que estão se aproximando do mercado de capitais pela primeira vez.

Ele também apontou que, embora o país deva enfrentar desafios macroeconômicos após a crise sanitária, alguns setores e empresas podem acelerar seus planos de negócios quando a situação se normalizar. A expectativa é que, com a taxa básica de juros em 3% ao ano e tendência de queda, os empresários busquem investimentos para obter maior rentabilidade.

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Além disso, Gonçalves destacou o potencial positivo do agronegócio brasileiro nos próximos anos, devido aos efeitos do câmbio sobre as exportações e às oportunidades decorrentes de possíveis barreiras comerciais entre Estados Unidos e China. Setores domésticos ligados a serviços, como saúde, também devem permanecer aquecidos.

A Stratus também está negociando quatro transações, incluindo fusões entre empresas investidas e investimentos em novas empresas, esperando concluir essas transações nos próximos meses. Gonçalves ressaltou que, embora a crise possa resultar em problemas de liquidez nos próximos meses, essa não foi a principal motivação para esses negócios, que já estavam em discussão e foram apenas acelerados.

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